quarta-feira, 6 de maio de 2009

CADÊ, CADÊ

Atento ao que não vejo, e quero,
Meus olhos se inquietam na procura
Como um falcão, distanciado e atento,
Busco pelos olhos dela a atormentar-me.
Cadê, cadê.

Que nunca encontro,
A provisão do meu destino,
O meu amor cadê, cadê...
Frente aos meus olhos não passou,
E pergunto ao meu palpitador cúmplice:
Cadê o meu amor, cadê?
Eu vivo o puro desespero,
Perder-se um amor é pior que perder-se,
Por que não mais há esperança,
Os sentidos ficam embaraçados,
E os olhos loucos, doidos a procurarem.
O amor, cadê, amor?

Pergunto a flor,
Desfolho a pétala, com tortura,
Procuro o amor, o amor... o meu amor
Cadê meu amor, cadê.
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naeno*com reservas de domínio

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